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SP cria força-tarefa para combater venda ilegal de madeira nativa

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O governo de São Paulo lançou, hoje (11), o programa Procon-SP Ambiental, com a finalidade de aumentar a fiscalização nas operações de compra e venda ilegal de madeira nativa no território paulista. Foi criada uma força-tarefa, composta por técnicos da Fundação Procon-SP, agentes da Polícia Militar Ambiental e da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima), para vistoriar e fiscalizar madeireiras e verificar a procedência da matéria-prima.

Um dos objetivos da ação é impedir que a madeira ilegal chegue ao Porto de Santos. “Essa madeira chega em São Paulo e é revendida em pontos de distribuição clandestino, e normalmente chega ao Porto de Santos para ser embarcada ilegalmente para outros países. Quando passar pelo território de São Paulo, a Polícia Rodoviária vai fazer operações de interceptação dessa carga. E a Polícia Ambiental, que já tem vários pontos mapeados, vai atuar junto ao Procon apreendendo cargas, multando e interditando estabelecimentos”, disse Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP. Segundo ele, mais de 40% da madeira ilegal do país passa pelas estradas de São Paulo.

De acordo com o governo de São Paulo, apenas no primeiro semestre deste ano foram apreendidos 31 mil metros cúbicos de materiais ilegais, o que corresponde a mais de seis mil caçambas.

“Muitas vezes, espécies nativas proibidas de serem comercializadas são vendidas com nomes diferentes do verdadeiro ou são provenientes de exploração irregular, portanto, sem origem lícita. Ao adquirir esse tipo de madeira, o comerciante está contribuindo indiretamente com a exploração ilegal da espécie”, disse Marcos Penido, secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente.

O programa também vai criar um selo de compromisso para premiar as empresas e instituições que adotem boas práticas ambientais. “Além disso, serão oferecidos cursos para a conscientização ambiental do consumidor e firmados programas de parceria com organizações não governamentais”, disse Fernando Capez.

O cidadão poderá fazer denúncias por meio de canal específico disponibilizado pela Fundação Procon-SP no seu site.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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CPI ouve integrantes da Operação Penalidade Máxima, do MP goiano

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Jorge Kajuru e Romário querem informações sobre a operação, que investiga fraudes no futebol em Goiás

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas (CPIMJAE) vai ouvir nesta terça-feira (11), às 14h, dois integrantes do Ministério Público de Goiás (MP-GO) sobre denúncias de manipulação de resultados no futebol. Os requerimentos (REQs 11/2024 e 14/2024 – CPIMJAE) foram apresentados pelos senadores Jorge Kajuru (PSB-GO) e Romário (PL-RJ), respectivamente presidente e relator da CPI.

O procurador-geral do MP goiano, Cyro Terra Peres, falará como testemunha sobre as investigações de fraude em partidas de futebol no estado de Goiás, envolvendo apostadores e atletas, sobretudo quanto à Operação Penalidade Máxima. A operação do MP goiano investiga um grupo acusado de oferecer dinheiro para jogadores de futebol receberem punições em campo. Os integrantes do alegado esquema lucravam em sites de apostas esportivas.

“Como representante do Ministério Público responsável pela investigação, ele detém informações importantes que podem vir a contribuir para o esclarecimento dos fatos”, explica Kajuru.

A operação começou em novembro de 2022 com uma denúncia do presidente do Vila Nova Futebol Clube, Hugo Jorge Bravo, que também é policial militar. O time com sede em Goiânia teria descoberto a manipulação de resultados de três jogos da Série B do Campeonato Brasileiro para favorecer apostadores. Um então jogador do Vila Nova (Marcos Vinicius Alves Barreira, conhecido como Romário) teria sido ameaçado depois de não cumprir um acordo que lhe daria R$ 150 mil.

Em maio de 2023, o procurador entregou vários documentos sobre a investigação à CPI das Apostas Esportivas na Câmara dos Deputados. Segundo o requerimento, ele afirmou que os presidentes dos clubes envolvidos foram vítimas e que não havia evidências da participação dos árbitros no esquema criminoso.

Kajuru entende que um novo depoimento do procurador na CPI do Senado é fundamental para obter maiores informações sobre possíveis irregularidades cometidas por jogadores.

O outro depoente, o promotor Fernando Martins Cesconetto, foi convidado a pedido do senador Romário para falar sobre os desdobramentos da Operação Penalidade Máxima.

Cesconetto é integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás e foi um dos responsáveis pela operação. As investigações detalharam o modo de operação da quadrilha e ofereceram várias denúncias criminais à justiça.

Fonte: Agência Senado

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