Saúde

Baixada Santista decide entrar em lockdown na próxima terça-feira

Publicado

em


Os nove municípios da Baixada Santista – Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe – decidiram entrar em lockdown a partir da próxima terça-feira (23). As restrições valem por 13 dias, até 4 de abril. A decisão, tomada ontem (19) pelo Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), ocorre em razão do agravamento da pandemia de covid-19.

Segundo as prefeituras, uma força-tarefa com a Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Municipal vai fiscalizar a circulação de pessoas e veículos. A movimentação nas cidades será permitida apenas para compra de remédios, atendimento ou socorro médico de pessoas ou animais, embarque e desembarque em terminal rodoviário, atendimento de urgências e necessidades inadiáveis, bem como a prestação de serviços permitida em decretos municipais.

“São medidas duras mas que, infelizmente, temos que tomar agora para preservar vidas. Os especialistas em saúde nos passaram um quadro assustador no encontro realizado quinta-feira”, destacou o presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista e prefeito de Santos, Rogério Santos.

A medida foi tomada um dia depois de a prefeitura da capital paulista anunciar a antecipação de cinco feriados para os dias 26, 29, 30, 31 e 1º, o que resultará em um período de dez dias sem dias úteis, de 26 de março a 4 de abril.

Segundo a Condesb, a circulação de pessoas e carros será permitida apenas com a apresentação de documentos, como nota fiscal de compra ou prescrição médica de remédio, atestado de comparecimento a uma unidade de saúde, carteira de trabalho, holerite ou documento que comprove a prestação de serviço autorizado, tíquete ou imagem da passagem de ônibus, ou a comprovação de urgência ou necessidade inadiável de transitar.

Quem descumprir as regras do lockdown estará sujeito a multas que variam de R$ 300 a R$ 10 mil. A fiscalização ficará por conta da Polícia Militar, Guarda Municipal, e o Procon.
Os ônibus das cidades não circularão aos sábados, domingos e feriados. Haverá diminuição dos horários de atendimento nos demais dias. As feiras livres serão proibidas; hotéis, pousadas, pensões, motéis e outros estabelecimentos de hospedagem só poderão atender clientes corporativos, com todas as áreas de lazer e recreação fechadas; todos os serviços de drive thru serão suspensos.

Nos bancos, será permitido apenas o autoatendimento, sem serviços internos, com exceção dos relacionados à segurança e manutenção; os supermercados poderão funcionar com capacidade de até 70%, até as 20h. Aos sábados e domingos, deverão funcionar apenas com delivery. As mesmas regras se aplicam às padarias, açougues e mercearias. Comércios, com atividade de entrega em domicílio (delivery), deverão funcionar com as portas fechadas e apenas com 30% dos funcionários, até as 22h.

Poderão funcionar ininterruptamente estabelecimentos como farmácias, postos de combustível (com lojas de conveniência fechadas), serviços de transporte de mercadorias, comércio de insumos médico-hospitalares, delivery de medicamentos e serviço de transporte individual (táxi e veículos de aplicativo), assim como atividades de segurança privada e de portaria, atacado e varejista de hortifrúti, atividades portuárias e industriais cuja paralisação possam afetar o abastecimento e os serviços essenciais.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

Comentários do Facebook
Continue lendo
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Saúde estadual alerta: vacinas evitam internações e mortes

Publicados

em

Secretaria de Saúde relata aumento de internações e mortes por dengue e influenza, principalmente entre idosos e crianças

Doenças como dengue e influenza em Goiás têm provocado aumento de diagnósticos e internações, com mais mortes. Desde o início do ano, já foram registrados mais de 150 óbitos por dengue. Já a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) resultou em 179 óbitos, principalmente entre crianças menores de 2 anos (16 mortes), e idosos com 60 anos. Dentre as principais causas, pode estar a baixa cobertura vacinal para dengue e Influenza.

A grande preocupação da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), no momento, é com a alteração da sazonalidade da dengue e doenças respiratórias, como a influenza, com as mudanças climáticas, que já começam neste mês. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, o histórico de Srag mostra aumento de casos neste período, quando começam as inversões térmicas. “É nesta época que começam a circular os vírus respiratórios, de forma mais intensa”, explica.

Flúvia Amorim chama a atenção, principalmente, para os extremos das faixas etárias, que são crianças e idosos, as principais vítimas de doenças respiratórias. “Para essas pessoas, o quadro pode ser muito grave. Por isso, não deixem de se vacinar”, orienta. “Se você faz parte de algum dos grupos prioritários, procure rapidamente o posto de vacinação”, continua Flúvia, para lembrar que, embora haja vacina disponível contra a influenza em todos os postos de vacinação dos 246 municípios, apenas 20,82% do público-alvo (grupos prioritários) buscaram o imunizante. Já em relação a Covid-19, a cobertura vacinal está em 20,82%. “A vacina demora dez dias para fazer efeito. Então, quanto mais rápido se vacinar, mais rápido a pessoa estará protegida”, avisa.

A Superintendente de Regulação, Controle e Avaliação da SES, Amanda Limongi, também reforça a importância da vacinação. “É o meio mais eficaz de prevenir internações, tanto de dengue quanto de Síndromes Respiratórias Agudas Graves”, afirma, ao confirmar que o “encontro” de casos de dengue e doenças respiratórias tem demandado mais internações em Goiás.

Ela faz um apelo também à população dos municípios que ainda dispõem de vacinas contra a dengue. “Dos 246 municípios goianos, 155 ‘zeraram’ seus estoques, mas ainda faltam 10 mil doses a serem aplicadas”, explica. A superintendente se refere ao restante das 158,5 mil doses recebidas do Ministério da Saúde e que vão vencer em 30 de abril, mesmo com a ampliação da idade para pessoas de 4 a 59 anos. Essa ampliação vale apenas para esses lotes do imunizante. Para a próxima, já está definido o retorno das idades de 10 a 14 anos, para o público-alvo.

Fotos: Iron Braz / Secretaria de Estado da Saúde – Governo de Goiás

 

 

Comentários do Facebook
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA