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Projetos garantem novos equipamentos

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Cerca de 500 trabalhadores já atuam no Complexo Integrado de Reciclagem desde o início de dezembro, mês em que a renda de cada um se aproximou de um salário-mínimo | Renato Alves/Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal vai executar, ao longo de 2021, três projetos para a compra de equipamentos para o trabalho realizado no Complexo Integrado de Reciclagem (CIR/DF). A Secretaria de Meio Ambiente (Sema), realiza a gestão compartilhada do Complexo, junto com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop) e associações de catadores que atuam no local.

De acordo com a subsecretária substituta de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema, Elisa Meirelles, com as aquisições, o trabalho dos catadores será melhorado e incrementado, o que vai possibilitar o aumento da renda dos cerca de 500 trabalhadores que já atuam no local desde o início de dezembro, quando o complexo foi inaugurado. Este número aumentará nos próximos meses.

O empreendimento engloba, em uma área de 80 mil m2, duas Centrais de Triagem e Reciclagem (CTRs) e uma Central de Comercialização (CC). Os catadores trabalham na recepção, triagem, classificação, prensagem, armazenamento e comercialização dos materiais recicláveis advindos da coleta seletiva. A projeção é que, quando a operação atingir sua capacidade máxima, sejam processadas até 5 mil toneladas de resíduos recicláveis por mês.

De acordo com Elisa, no primeiro mês de atuação o Complexo reciclou cerca de 200 toneladas e a renda de cada catador se aproximou de um salário-mínimo ficando, em média, R$ 914. A expectativa com a chegada dos equipamentos é de aumento dos ganhos obtidos.

“A pasta vem realizando semanalmente avaliações internas de controle das atividades do CIR. Na semana passada, fizemos uma visita técnica e conversamos com representantes da Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop) no sentido de integrar as atividades dos projetos que serão executados esse ano para aquisição de equipamentos, um deles com o BNDES, outro com o Ministério do Meio Ambiente, com recursos de emenda parlamentar da deputada Flávia Arruda, um com a Funasa – Fundação Nacional de Saúde, e outro com a emenda parlamentar da deputada Bia Kissis”, explica.

Pela Sema, participaram da conversa, além de Elisa Meireles, o diretor administrativo, Carlos Magno e o coordenador de Implantação da Política de Resíduos Sólidos, Glauco Amorim e pela Centcoop, a presidente, Aline Souza e os diretores Lúcia Fernandes, que também preside a cooperativa Coorace, e Sinomar Alves.

Lúcia Fernandes ressaltou que a sua expectativa é de que a renda de cada catador chegue entre R$ 1,5 e 2 mil por mês.  Nós temos capacidade de ganhar esse valor e de fazer o CIR crescer cada vez mais com os equipamentos que vamos receber. Eu tenho fé que a gente vai chegar lá”, afirma.

Para tanto, ela defende a participação cada vez maior da população na coleta seletiva. “Queria que as pessoas fossem mais conscientes. Às vezes a população do DF não tem noção de quantos catadores, de quantas famílias sobrevivem do material reciclado e é desse benefício, desse material, que a gente pode estar sustentando várias famílias”, diz.

De acordo com Lúcia, se tiver coleta seletiva “de verdade”, a renda vai melhorar cada vez mais. “A gente recebe resíduo de tudo quanto é lugar do DF e nossa vida vai melhorar se a população tiver essa consciência de separar seu resíduo e entender que por trás desse material, que muitos continuam vendo como lixo, há um trabalho com matéria-prima e uma contribuição para o meio ambiente, gerando menos poluição”, diz.

Queria que as pessoas fossem mais conscientes. Às vezes a população do DF não tem noção de quantos catadores, de quantas famílias sobrevivem do material reciclado e é desse benefício, desse material, que a gente pode estar sustentando várias famíliasLucia Fernandes, diretora da Centcoop

Aline Souza, também sonha com o maior engajamento das pessoas na coleta seletiva. “Peço que a população se atente aos dias e horários de coleta e consiga dar condição digna para os catadores, por meio desse ato simples e rápido”, afirma. Ela aconselha, ainda, que cada um se importe com o resíduo que adquiriu. “O resíduo que você descarta hoje é provedor de cidadania, dignidade, trabalho e renda para várias famílias”

Complexo Integrado de Reciclagem

As centrais de triagem, de 2,8 mil m² cada, recebem os resíduos que vêm da coleta seletiva. Nelas, o material é separado, classificado, pesado, prensado e então transportado para a central de comercialização, onde ocorrem o beneficiamento, estocagem e comercialização.

Já a Central de Comercialização de Materiais Recicláveis recebe o material pré-selecionado para beneficiamento dos materiais advindos tanto das centrais de triagem quanto das demais cooperativas de catadores do DF ligados à rede Centcoop-DF.

A obra do Complexo foi executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), sendo o contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) administrado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema). Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) é responsável pela gestão compartilhada do CIR com a Sema e Centcoop e as associações de catadores que atuam no local.

*Com informações da Secretaria do Meio Ambiente

Fonte: Governo DF

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Webinário Junho Verde debate instrução normativa ambiental

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No âmbito das comemorações relacionadas ao mês do meio ambiente, o Instituto Brasília Ambiental, juntamente com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), transmitiu, nesta segunda-feira (21), pelo canal do YouTube da autarquia, o terceiro dia do webinário Junho Verde, com foco na Instrução Normativa (IN) nº 33, que estabelece procedimentos de recuperação ambiental no Distrito Federal.

No início da live, o titular da Superintendência de Licenciamento Ambiental (Sulam) do instituto, Alisson Neves, falou sobre a importância dos mecanismos de recuperação saudável do meio ambiente. Destacou três pontos fundamentais para o processo: a recuperação ambiental não é atividade potencialmente poluidora; o dano ambiental não deve ser terceirizado ao órgão ambiental e os processos de recuperação devem ser apresentados pelos interessados.

Em seguida, a jornalista Bárbara Xavier, da Assessoria de Comunicação do Brasília Ambiental, abriu os trabalhos, apresentando as participantes do órgão – a diretora de Licenciamento Ambiental, Juliana de Castro, e a engenheira Heloísa Carvalho. As palestrantes falaram sobre o ato administrativo, recordando seu histórico e destacando atualizações e inovações do processo.

Em relação à inovação trazida pela IN 33/2020, Juliana de Castro citou a emissão de autorização por adesão e compromisso: “Consiste num documento em que o interessado se compromete a cumprir todas as exigências preestabelecidas pelo órgão ambiental. Ainda está em fase de teste, mas nós estamos confiantes no sucesso desta medida, de maneira a aproximar o interessado do órgão ambiental”.

“A publicação dessa Instrução Normativa foi só o início de um grande trabalho que ainda perdura. À medida que vamos executando, nós vamos amadurecendo as ideias”Heloísa Carvalho, analista do Brasília Ambiental

A respeito da organização e efetividade dos processos de recuperação ambiental, Heloísa Carvalho falou sobre os objetivos, tanto para recomposição de vegetação nativa quanto para reabilitação ecológica. Também abordou os atos motivadores, relatórios de monitoramento, indicadores e quitação da obrigação, entre outros itens. “A publicação dessa Instrução Normativa foi só o início de um grande trabalho que ainda perdura. À medida que vamos executando, nós vamos amadurecendo as ideias”, explicou a engenheira.

O encerramento do webinário Junho Verde, iniciado no dia 7, será na próxima segunda-feira (28), com o tema “A tecnologia a serviço do meio ambiente do DF”, também com transmissão ao vivo pelo YouTube do Brasília Ambiental, a partir das 10h. Confira aqui a programação completa do evento.

*Com informações do Brasília Ambiental

Fonte: Governo DF

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